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Exposição de artesanato indígena de São Vicente acontece em Museu em Portugal.

A exposição “Paranapuã – O artesanato Guarani M’byá de São Vicente” foi inaugurada dia 12 de agosto, na Alfândega Régia - Museu da Construção Naval, na cidade de Vila do Conde em Portugal.

Os índios da etnia guarani, divididos em kaiowá, ñandeva e m'byá foram os primeiros habitantes do Brasil a ter contato com os colonizadores. Hoje, o maior grupo é o kaiowá, que significa "povo da floresta".

A Aldeia Paranapuã, formada por índios guarani m'byá, localiza-se na cidade de São Vicente no Parque Estadual Xixová-Japuí (litoral do Estado de São Paulo). O seu artesanato revela sua origem, localização, linguagem, costumes e organização social, e é a principal fonte de renda da comunidade.

As famílias são responsáveis por todo o processo de realização de seus artesanatos, desde a coleta e corte de matéria prima na época certa, de acordo com o calendário lunar, a criação e método de confecção, à precificação e a comercialização da produção.

Os artefatos de uso doméstico, ritual e corporal são distintos dos que são oferecidos para a venda.

A exposição organizada pela Câmara de Vila do Conde apresentará cestos feitos de bambu, instrumentos ritualísticos de percussão como a maraca e o pau de chuva, colares feitos de sementes para proteção, animais entalhados em caxeta, cocar de penas e um cachimbo.

O objetivo do evento, segundo o produtor cultural Amauri Alves e responsável pela curadoria da mostra é, além de divulgar o artesanato produzido na aldeia, chamar a atenção dos portugueses para as causas relacionadas à demarcação dos territórios indígenas, em especial à área da Paranapuã.

Verá Mirim, vice-cacique da aldeia conta que todas as áreas de floresta tem a espiritualidade transmitida pelos antepassados e faz parte da cultura guarani retornar aos seus locais de origem. “O Parque vê problemas com a nossa permanência em Paranapuã, e enfrentamos um processo de reintegração de posse. Para nós, o indígena sempre fez parte da floresta. Sempre nos consideramos guardiões da floresta. Sempre respeitamos e sempre vamos respeitar a natureza. Queremos permanecer aqui, em harmonia com a natureza”.

Para a Coordenadora dos Museus de Vila do Conde, Dra. Ivone Teixeira, apresentar ao público português um pouco da cultura indígena guarani através do artesanato promove reflexões sobre o modo de vida nas aldeias brasileiras e desmistifica a imagem romantizada que a maioria das pessoas ainda possuem dessas comunidades.

Imagens da produção artesanal e dos indígenas na aldeia feitas pela fotógrafa Ivy Freitas completam a mostra com 16 peças doadas ao acervo da Câmara de Vila do Conde pela AT Comunicação e Produção.

IVY FREITAS

Ivy Freitas, fotógrafa, jornalista, pedagoga e gestora cultural nascida na pequena cidade litorânea de Pedro de Toledo em São Paulo – Brasil, iniciou sua trajetória em 2009.

Participou de diversos cursos de fotografia pela Universidade de Harvard, “Enxergando Através de Fotografias” pelo Museum of Modern Art - MoMA (Museu de Arte Moderna) de Nova York, “Fotografia Sensual” com Simone Silvério, “Nu” com J.R Duran e “Joias e Pequenos Objetos” com Diego Rousseaux.

Em visita a aldeia Paranapuã, conheceu como vivem os guarani e foi batizada pelo pajé com o nome de “Jaxuka Rete”, que significa pessoa iluminada.

Convidada por Amauri Alves para apresentar uma coletânea de fotos com objetivo de mostrar a beleza do artesanato da aldeia, com foco no artesão e na manufatura dos objetos, produziu 26 imagens para a exposição.

Seu portfólio pode ser visto em www.flickr.com/photos/ivybrasil/

A exposição pode ser apreciada até o final de outubro, de terça a domingo, das 10h00 às 18h00. Rua Cais da Alfândega, Vila do Conde, Portugal.



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